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Mecânico de bicicletas: Profissão mantém-se em alta no mercado

14 de outubro 2013 - 13h14 Por Wellinton Márcio de Lima
Mecânico de bicicletas: Profissão mantém-se em alta no mercado

Quem pensa que as bicicletas saíram de cena está muito enganado. A bicicleta que já chegou a ser contada na casa das 100 mil unidades em Dourados, rendendo manchetes nacionais, ainda é o veículo da moda. Rentável financeiramente, não polui o meio ambiente, ocupa pouco espaço e é alternativa para prática de uma vida mais saudável.

E é essa moda [da bicicleta], que está aquecendo o mercado voltado aos acessórios, venda e manutenção do veículo de duas rodas em Dourados. Leandro Escaldelai, de 29 anos, conta a história de dificuldades e sucesso, de mecânico de ‘bike’ a proprietário e empreendedor de uma bicicletaria na cidade.

Há 17 anos trabalhando com bicicletas, Leandro relata que a paixão pelas ‘magrelas’ é antiga. Desde criança observava o estalar da catraca da bicicleta do pai. “Vim de família humilde, só tínhamos bicicleta na época, aí fui mexendo na bike e tomei gosto”, diz.

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Leandro Escaldelai, conquistando espaços no mercado de conserto de bikes

Aos 12 anos, Leandro já estava trabalhando, na bicicletaria de um amigo, e aprendeu na prática o oficio de mecânico. “Comecei com 12 anos e fui me profissionalizando, quando chegou à idade de escolher a profissão, optei por continuar no que eu já estava mexendo e sabia fazer”.

O primeiro emprego dele foi como vendedor de salgados, mas isso não o interessou por muito tempo, foram seis meses apenas e, na primeira oportunidade que teve, foi trabalhar com as ‘bikes’.

“Eu vendia salgado na rua e estava sempre na bicicletaria de um amigo no Jardim Flórida e um dia ele me convidou para trabalhar e aprender, foi aí que eu comecei”, recorda.

Leandro trabalhou aproximadamente sete anos nessa bicicletaria e ficou mais três em uma bicicletaria localizada na região central da cidade. Ali ele pode descansar as pernas e adquiriu uma moto para agilizar o transporte.

Mas, incomodado, Leandro resolveu arriscar ser dono do próprio negócio. Saiu do emprego, seguro, vendeu a moto e aventurou-se no mundo da bike como empreendedor de uma bicicletaria na Vila Industrial. Os primeiros meses não foram fáceis, mas, segundo ele, a paixão pela bike, a dedicação e a vontade de vencer o ajudaram a romper as barreiras e conquistar autonomia no negócio.

“Quando resolvi montar meu próprio negócio já estava casado. No começo o pessoal ficou meio desconfiado. Foram bem difíceis os primeiros meses. Minha esposa chegou a ficar em dúvida se daria certo. Mas como havia saído da firma e tinha o seguro desemprego sabia que poderia ficar tranquilo por pelo menos cinco meses (risos). Falei para a minha esposa que se não desse certo arrumaria outro serviço. Mas, graças a Deus, deu certo e eu nunca mais precisei trabalhar como empregado”, relata Leandro.

Mercado seguro

Ao se firmar no empreendimento, Leandro arrisca até uns conselhos para quem deseja se manter no mercado de bicicletas: “É preciso ficar sempre por dentro das novidades que surgem,  ter boas estratégias de venda e investir em comunicação”.

O empresário do setor observa também que, em primeiro lugar “é preciso ter muita segurança, gastar o mínimo possível e fazer uma pesquisa do local. É preciso encarar com serenidade os primeiros meses do negócio e não desanimar  no primeiro, segundo e terceiro mês, tem que esperar o negócio entrar no eixo”, compara.

E, se os eixos movem as rodas da bike, Leandro diz que a escolha da profissão não deve ser um fardo, “mas algo que faça a pessoa sentir-se feliz”. Segundo ele, o nicho desse mercado está focado no fato de que em Dourados existem poucas pessoas interessadas em ser mecânico de bicicleta.

Atualmente, mesmo entre os mais de 140 mil veículos de duas e quatro rodas em movimento pela cidade, um profissional dessa atividade fatura entre R$ 1.200 a R$ 2.000 por mês.