O mercado de Dourados e região se torna cada vez mais atrativo para os setores de manutenção, construção civil, equipamentos, peças e insumos para a indústria sucroenergética. Além de receber novos investimentos constantemente, a indústria local está ampliando ou criando novos negócios para dar conta da demanda crescente de serviços.
Um desses exemplos, apontado em levantamento feito pela Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável, é a Total Service, está instalada em Dourados há 5 anos. Numa primeira divisão dos negócios, a Total Service se concentrou no mercado de representação e a TS se dedicou à manutenção industrial. Agora, o grupo está montando em Dourados uma nova empresa de manutenção. Começa a funcionar no dia 23 de novembro, na BR 163, entre os trevos da Bandeira e do Distrito Industrial, a Aztec Manutenção Agrícola e Industrial.
“O mercado está muito bom; as usinas instaladas na região vão para o quinto e sexto ano de moagem e isso exige uma manutenção maior dos equipamentos devido ao desgaste natural. Por isso o grupo está investindo para conseguir atender a demanda”, conta o diretor local da Total Service, Cesar Arruda.
Para construir a sede própria, a Aztec já solicitou da Prefeitura de Dourados um terreno no Distrito Industrial de Vila Vargas e aguarda a liberação de recurso do BNDES. O investimento entre a compra dos equipamentos, montagem da estrutura física e compra de veículos ficará em torno de R$ 18 a 20 milhões, segundo Cesar, para a geração de 45 a 50 empregos especializados.
Os programas de incentivos criados pelo prefeito Murilo Zauith (PSB) têm promovido o crescimento econômico e favorecido os negócios e a geração de empregos. O projeto “Polo de Serviços do Setor Sucroenergético de Dourados e Região”, o programa “Qualifica Dourados” e os incentivos fiscais têm coroado o potencial já natural de Dourados.
Expansão
Outra empresa que está instalada em Dourados há cinco anos e que já vai reinvestir é a Unitech, credenciada para a revenda de equipamentos elétricos e de segurança. Para atender à demanda crescente, a empresa vai construir uma indústria de painéis e quadros elétricos. Para isso, já solicitou da Prefeitura a doação de um terreno no Distrito Industrial de Vila Vargas. “O mercado de Dourados está muito bom; o Canasul & Agrometal tem ajudado muito a gente”, afirma o empresário.
De acordo com o diretor da empresa, Anderson Moreira, o investimento será de até R$ 3 milhões. Será a primeira indústria de painéis e quadros elétricos do Estado. Com isso, acaba a dificuldade de ter de trazer esses materiais de outros Estados.
Na primeira fase, com a montagem dos painéis, a fábrica vai gerar de 10 a 15 empregos. Na segunda, com a produção dos quadros, o número de empregos saltará para 20 a 25. A maioria é emprego especializado, formada por técnicos da área elétrica. A fábrica deve operar completamente em 2 a 3 anos.
A Metalúrgica Dourados, uma das maiores da região, esgotou a sua capacidade de ampliação na unidade atual e já definiu que vai construir uma nova fábrica, mais distante da área urbana, destinada a equipamentos mais pesados.
A Dourablocos, que fabrica blocos de cimento uma pequena fábrica na área urbana, também vai para a região periférica da cidade. A empresa já solicitou um terreno no Distrito Industrial de Vila Vargas para construir uma fábrica nova. Esses são apenas alguns exemplos de empresas locais que se expandem para atender e demanda regional.
De fora
Durante o 7º Canasul e 3ª Agrometal, novas empresas de outros Estados procuraram a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável para demonstrar interesse em investir em Dourados. É o caso da Controlmatic Automação Industrial, de Maringá/PR; da DW Material Elétrico Industrial, também de Maringá, e da Aços Roman, de São Paulo.
Com a ocupação total do Distrito Industrial de Vila Vargas, ocasionado pelas novas doações, o prefeito Murilo trabalha para que o Distrito Industrial de Dourados seja repassado logo do Estado para o município, para que possa acomodar a demanda crescente de novos investimentos.