As grandes estrelas do 19º Fenatran (Salão Internacional do Transporte) são realmente grandes. Três fabricantes lançam no evento seus maiores caminhões, que já estão aptos para carregar sozinhos até 250 toneladas pelas estradas brasileiras. Além de potência, os modelos ganham itens de conforto como micro-ondas, bafômetro e cafeteira na cabine e chegam a custar cerca de R$ 1 milhão.
Esses gigantes das rodovias fazem parte de um nicho bastante específico do transporte de cargas de que não podem ser desmontadas, como turbinas de hidrelétricas e hélices de geradores eólicos. De acordo com a Mercedes-Benz, este segmento deve somar 50 unidades ao ano no Brasil, e a montadora espera ter pelo menos 15 destas vendas. O número pode parecer pouco, mas o valor é considerável, basta fazer a multiplicação.
Para competir nesta área, a fabricante alemã trouxe a primeira unidade do Actros 4160 SLT. Com motor V8 de 598 cavalos de potência, o caminhão 8x8 tem capacidade máxima de tração de 250 toneladas e vem equipado com transmissão automatizada de 16 velocidades. A primeira unidade importada da Alemanha por R$ 1 milhão foi vendida para Megatranz, empresa especializada em transportes de cargas acima de 100 toneladas.
Não por coincidência, a Volvo também promove a estreia no Brasil do seu modelo mais potente, o FH16, com motor de 16 litros e 750 cavalos de potência. Segundo a fabricante, 17 unidades já foram comercializadas no País e o número deve alcançar 30 até o final do ano. Feito na Suécia, o caminhão 8x4 de R$ 1 milhão já vem com geladeira, teto solar e pode ser equipado também com um micro-ondas na cabine.
No mesmo segmento de 250 toneladas, a Scania apresentou o R620 8x4, com propulsor V8 de 16 litros e 620 cavalos de potência, mas com um preço menor que as anteriores: a partir de R$ 600 mil. Uma versão do R620 6x4 em exposição na feira foi equipada com cafeteira embutida na cabine, além de bancos em couro, rádio com GPS, controle de cruzeiro adaptável e bafômetro integrado ao painel – o caminhão só dá partida se o motorista fizer o teste. Estes equipamentos estão disponíveis nas novas versões Streamline da Scania e custam cerca de 8% a mais. Com informações do Terra