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Fiems discute expansão bilateral de MS com o Paraguai

13 de fevereiro 2014 - 12h45 Por Redação Douranews
Fiems discute expansão bilateral de MS com o Paraguai

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, participa, segunda-feira (17), em Assunção, de reunião entre o presidente do Paraguai, Horacio Cartes e o governador André Puccinelli para tratar de assuntos de interesses institucionais e comerciais entre Mato Grosso do Sul e o país vizinho. Também vão participar da reunião o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, e os secretários estaduais Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (Produção e Turismo), Carlos Alberto Negreiros (Administração) e Edson Giroto (Obras).

Durante reunião realizada no dia 30 de janeiro em Brasília, com o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, e com os ministros paraguaios Gustavo Leite (Indústria e Comércio) e Ramón Jiménez (Obras Públicas e Comunicação), Sérgio Longen já defendeu uma maior integração comercial do setor industrial brasileiro com o Paraguai. "É importante nós avaliarmos a economia e também a distribuição de renda de uma forma mais ampla. Se nós tivermos um Paraguai tão desenvolvido quanto o Brasil, nós teremos, de certa forma, uma zona de integração total", avaliou.

O objetivo do encontro foi apresentar estudo sobre oportunidades de investimento no Paraguai e fortalecer o relacionamento bilateral com empresas brasileiras. "A condição de abertura comercial que o Paraguai está oferecendo faz com que as empresas brasileiras tenham interesse de produzir no país vizinho, onde o baixo custo da energia e as regras mais simples na área de tributos melhoram a competitividade dos produtos. Além disso, a área trabalhista no Paraguai está bem mais fácil de ser administrada do que a nossa e, desta forma, as empresas brasileiras têm interesse em aumentar sua produção naquele país", pontuou o presidente da Fiems.

Na oportunidade, os ministros de Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, e de Obras Públicas e Comunicações, Ramón Jiménez, apresentaram um plano de investimentos público-privado de US$ 7 bilhões nos próximos cinco anos. Leite ressaltou os atrativos da economia paraguaia, com estabilidade econômica, inflação controlada e crescimento recorde - em 2013 o Paraguai registrou o terceiro maior crescimento mundial, 14,1%.

Ele ainda citou o baixo custo de produção, o que é confirmado por entidades empresariais brasileiras. De acordo com a ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), o custo para se produzir uma calça jeans no Paraguai é 35% menor que no Brasil. Segundo o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, o país vizinho é um destino a ser buscado pelas empresas brasileiras. "O Paraguai se destaca pela estabilidade da economia, da moeda e nas contas públicas. Em 2013, mostrou uma expansão econômica bem acima dos países da América Latina. E segundo projeções o ritmo continuará forte nos próximos anos. Além disso, tem custos muito competitivos de produção, é o caso das tarifas de energia elétrica e da mão de obra", concluiu.