O Brasil decidiu abrir mão de querer indicar o primeiro presidente do Novo Banco de Desenvolvimento para evitar o vexame de não conseguir que o acordo fosse firmado depois de tanta expectativa. A instituição ainda precisa passar pelo crivo do parlamento de cada integrante do bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics) para ser instalada, o que deve demorar mais de um ano.
Em discurso na sessão plenária da cúpula do Brics, a presidente Dilma Rousseff anunciou que a Índia indicará o primeiro presidente do banco. A partilha ainda conta com a direção russa do primeiro conselho de governadores; a direção brasileira do primeiro conselho de diretores; a África do Sul como primeiro escritório da instituição; e Xangai (China) como sede do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics. O Brasil será o segundo na rotação de presidência, seguido por Rússia, África do Sul e, por último, China, segundo publicou o Terra.
Para que o acordo saísse nesta terça-feira (15)hoje, no entanto, foi necessário muito jogo de cintura diplomático, porque havia disputa entre qual cidade sediaria a instituição e também quem indicaria o primeiro presidente do banco. A princípio, o Brasil fazia questão de indicar o primeiro presidente e, para isso, nem entrou na concorrência pela sede, o que implicaria ficar em último para assumir a presidência. O presidente do banco terá mandato de cinco anos, segundo a publicação.