As contas de todo o setor público, que incluem o governo federal, os estados, municípios e empresas estatais, registraram em junho e também no primeiro semestre deste ano o pior resultado da história, conforme divulgou hoje (31) o BC (Banco Central).
Somente em junho, houve um déficit primário (receitas menos despesas, sem contar os juros da dívida pública) de R$ 2,1 bilhões. Foi o pior mês de junho desde dezembro de 2001, quando tem início a série histórica mensal do Banco Central para o indicador. Também foi a primeira vez que acontece um déficit primário em meses de junho.
Há déficit quando o total arrecadado em impostos é menor que a soma das principais despesas do setor público.
Primeiro semestre
Já no primeiro semestre deste ano, as contas do setor público registraram um superávit primário [a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda] de R$ 29,38 bilhões, ainda segundo números divulgados pelo BC.
Na comparação com igual período do ano passado, quando o superávit totalizou R$ 52,15 bilhões, houve uma queda de 43,6% no esforço fiscal do setor público. Também é o menor valor da série histórica para o primeiro semestre que, neste caso, começa em 2002. Até o momento, o menor superávit para o período havia acontecido justamente em 2002 (+R$ 30,14 bilhões).
Atividade econômica fraca
A queda do superávit primário do setor público acontece em um momento de fraca atividade econômica, resultado do cenário internacional mais vagaroso, da baixa confiança do empresariado e das famílias, do aumento da inflação e da alta dos juros implementada pelo Banco Central.
A atividade econômica menor, assim como as desonerações de tributos anunciadas pelo governo nos últimos anos, impactaram a arrecadação federal - que teve a menor alta real desde 2009. As informações são do G1