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Agência de risco muda nota do Brasil de "estável" para "negativa"

09 de setembro 2014 - 15h23 Por Redação Douranews
Agência de risco muda nota do Brasil de "estável" para "negativa"

A agência de classificação de risco Moody's alterou na manhã desta terça-feira (9) a perspectiva do rating (nota) dos títulos do governo brasileiro de "estável” para “negativa". Em outubro de 2013, a Moody's já havia rebaixado a perspectiva da nota da dívida do Brasil de "positiva" para "estável".

Segundo a agência, a decisão "refletiu o risco crescente de que o contínuo baixo crescimento e a piora dos indicadores de dívida sinalizem uma redução na qualidade de crédito do Brasil e irão deflagrar uma migração em sentido declinante em seu rating de crédito".

Apesar da queda da perspectiva, a agência afirmou o rating dos títulos do governo brasileiro em seu nível atual Baa2, ou seja, o país não perdeu grau de investimento. Com o "investment grade", um mercado pode atrair grandes investidores de países desenvolvidos que, por regras dos seus estatutos, só podem investir em ativos considerados de baixo risco.

Para isso, considerou a "contínua resiliência do país a choques financeiros externos, dado seu colchão de reservas internacionais; vulnerabilidade limitada do balanço patrimonial do governo a mudanças abruptas no apetite global por risco em relação aos seus pares; e os benefícios subjacentes derivados da economia extensa e diversificada do Brasil".

O que poderia mudar o rating do Brasil

A Moody's afirma que provavelmente pode rebaixar a nota do Brasil caso se confirme, por exemplo, a tendência de baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), "evidenciando uma mudança mais enraizada em sentido declinante no crescimento".

Ainda que uma elevação seja improvável nos próximos um a dois anos, segundo a Moody's, a agência consideraria mover a perspectiva do rating soberano do Brasil de volta para estável se houvesse uma recuperação do crescimento da economia, puxado pelo aumento dos investimentos, e se as metas de superávit primário, no intervalo de 2% a 3% do PIB, fossem cumpridas.