O LabSenai Cerâmica, do Senai de Rio Verde, divulgou, nesta semana, o resultado do estudo inédito realizado para identificar a qualidade da areia (quartzo) encontrada nos municípios da região norte de Mato Grosso do Sul [Sonora, Pedro Gomes, Alcinópolis, Costa Rica, Coxim, Rio Negro, Rio Verde e Corguinho], que apontou alto potencial industrial para a fabricação de vidros, argamassa para a construção civil, moldes para fundição de metais, pisos cerâmicos e esmaltados. “Com o resultado, foi possível avaliar que a região possui um grande potencial para a implantação desses produtos, principalmente, nas cidades de Coxim e Rio Verde, que apresentaram melhor qualidade na areia”, acrescentou o gerente do Senai de Rio Verde, Valter Costa.
O estudo, que teve início em agosto de 2012 e foi finalizado em outubro deste ano, foi realizado com recursos do CNPq desenvolvido em parceria com a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e recebeu o título de Projeto de Desenvolvimento de Tecnologia de Processamento e Uso Sustentável de Areias Industriais do Estado de Mato Grosso do Sul, coordenado pelo professor Antônio Pedro Novaes de Oliveira. “As amostras de areia de quartzo coletadas na região foram enviadas para os nossos laboratórios e caracterizadas pelo ponto de vista de granulometria e composição química. A partir dessas análises ficou constatado que as areias tinham potencial para diversas aplicações industriais”, reforçou o professor.
Ele acrescenta que o resultado pode servir como base para um plano de negócios que vai contribuir para a atração de novas indústrias interessadas em explorar a areia nativa da região norte do Estado. “É necessário adotar políticas para atrair investimentos e empresas para a região”, comentou. Na avaliação do 1º vice-presidente regional da Fiems, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, que é também vice-presidente do Sindicer/MS, o estudo credencia a região a receber indústrias, tanto na fabricação de esmaltes cerâmicos, como na produção de vidro. “A região se beneficia pelo fato de possuir matéria prima não contaminada e em grande volume, além de outros pontos positivos como o transporte e a nova matriz energética de biogás”, pontuou.