O presidente do BC (Banco Central), Alexandre Tombini, anunciou nesta quinta-feira (5), por meio de nota à imprensa, mudanças na diretoria da autoridade monetária brasileira. Houve uma troca, uma saída e dois novos nomes foram indicados para a diretoria do BC.
Os diretores da instituição têm direito a voto nas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), organismo que define os rumos da taxa básica da economia brasileira, a Selic, para tentar atingir as metas de inflação fixadas pelo governo. Atualmente, a taxa está em 12,25% ao ano, o maior patamar em três anos e meio.
Segundo o comunicado do BC, Carlos Hamilton, um dos principais nomes da diretoria e que ocupava o cargo de diretor de Política Econômica, responsável por comentar os relatórios trimestrais de inflação, está deixando o cargo após cinco anos, a pedido. Em seu lugar, assume Luiz Awazu, que estava na diretoria de Assuntos Internacionais.
Tombini informou que encaminhou à presidente da República, Dilma Rousseff, a recomendação de indicação dos nomes de Tony Volpon, 49 anos, para ocupar o cargo de diretor de Assuntos Internacionais (no lugar de Awazu), e de Otávio Ribeiro Damaso, 43 anos, para ocupar o cargo de diretor de Regulação.
O economista Tony Volpon é atualmente diretor executivo e chefe de Pesquisas para Mercados Emergentes das Américas da Nomura Securities International. Economista, Otávio Ribeiro Damaso ocupa a chefia de gabinete e coordena a assessoria econômica do presidente do Banco Central.
Sistema de metas de inflação
Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve de referência, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Nos últimos cinco anos, porém, a inflação ficou bem distante da meta central de 4,5%, e mais próxima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro. Em 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014, respectivamente, a inflação somou 5,91%, 6,50%, 5,84%, 5,91% e 6,41%, de acordo com a autoridade monetária.