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Indústria do Estado registra 16º mês de estagnação

26 de outubro 2015 - 18h17 Por Redação Douranews
Indústria do Estado registra 16º mês de estagnação

A Sondagem Industrial, realizada em setembro deste ano pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas sul-mato-grossenses, aponta que a atividade industrial teve o 16º mês consecutivo sem crescimento, prosseguindo fraca e sem apresentar sinais de recuperação a curto prazo. “Nesse período, os índices ficaram abaixo da linha indicativa de expansão, que é a partir dos 50 pontos”, destacou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Ele acrescenta que a indústria estadual permanece com elevada capacidade ociosa. “Para 55,8% dos respondentes, a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para o mês. O índice marcou 37,3 pontos em setembro, queda de 1,1 ponto no comparativo com igual mês de 2014, mantendo o resultado muito abaixo do patamar considerado adequado para o período, que é alcançado quando o indicador se situa em torno dos 50 pontos”, explicou, completando que a ociosidade média no mês de setembro em Mato Grosso do Sul foi 32%.

Ezequiel Resende reforça que o atual cenário não deve apresentar grandes mudanças para os próximos seis meses. “Os índices que medem a expectativa em relação à demanda por seus produtos, número de empregados e compras de matérias-primas ficaram, mais uma vez, abaixo dos 50 pontos, indicando que os empresários da indústria estadual não acreditam em melhoras significativas para essas variáveis nos próximos seis meses a partir de setembro. A única variável que ficou no campo positivo foi a quantidade exportada”, afirmou.

Ainda de acordo com o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, as principais dificuldades enfrentadas pelos industriais de Mato Grosso do Sul no 3º trimestre de 2015 foram a elevada carga tributária, falta ou alto custo de energia, inadimplência dos clientes, demanda interna insuficiente e falta ou alto custo da matéria-prima. “Também chamaram a atenção as taxas de juros elevadas e a falta de capital de giro”, reforçou.