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Gráficos esperam voltar a lucrar com início da campanha

04 de abril 2016 - 18h49 Por Redação Douranews
Gráficos esperam voltar a lucrar com início da campanha

Depois de um início de ano de queda, tanto na produção, quanto nas vendas, as indústrias gráficas de Mato Grosso do Sul esperam que as eleições municipais deste ano possam dar um fôlego nas já combalidas finanças do segmento. De acordo com o presidente do Sindigraf/MS (Sindicato das Indústrias Gráficas de Mato Grosso do Sul) e da Abigraf/MS (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) no Estado, Julião Flaves Gaúna, as divulgações dos candidatos por meio de produtos gráficos devem aumentar consideravelmente neste ano devido a crescente rejeição dos políticos de uma forma geral.

“Os pleitos para os cargos de prefeitos e vereadores dos 79 municípios do Estado aumentaram a possibilidade de as indústrias gráficas do Estado fazerem bons negócios em decorrência da necessidade de os políticos terem de amenizar a imagem negativa para se obter votos. Com a perda de credibilidade devido aos últimos acontecimentos, vender esse produto que é o político se tornou muito complicado e, portanto, quem for candidato terá de investir pesado na divulgação, principalmente, com produtos impressos, como folders, as ‘praguinhas’ [adesivos de papel para colagem em peças do vestuário]) e outros tipos de materiais de propaganda”, detalhou Julião Gaúna.

Ele acrescenta que, caso se confirme essa projeção, será possível minimizar as perdas de faturamento registradas pelas indústrias gráficas sul-mato-grossenses desde 2014. “Neste momento de grandes dificuldades que o segmento passa, graças à gana arrecadadora dos governos federal, estadual e municipal, as eleições municipais podem ser a luz no fim do túnel para nós empresários. Esperamos que os gastos com a campanha, em especial, com os produtos impressos, sejam ampliados para que possamos reverter a situação financeira atual”, explicou.

Crise

O presidente do Sindigraf/MS e da Abigraf/MS também aproveita para criticar a atual carga tributária que recai sobre o segmento. “Com a previsão de fecharmos o 3º trimestre deste ano com mais de 134 mil desempregados no Estado, o Governo precisa agir de forma rápida para reverter esse quadro e os impostos precisam diminuir para que o custo de operação também caia. O setor produtivo não pode pagar sozinho a conta dessa crise, que é fruto da falta de gestão pública. A cada dia que passa, a competitividade dos nossos produtos diminui, impossibilitando que possamos enfrentar de igual para igual com outros mercados”, analisou.