Instituições financeiras esperam que a taxa básica de juros, a Selic, seja mantida em 14,25% ao ano, na reunião do Copom (o Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central), marcada para esta terça (26) e quarta-feira (27). A previsão faz parte do boletim Focus, publicação divulgada pelo Banco Central com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Mas para o final de 2016, a mediana das expectativas (desconsiderando os extremos das projeções) para a Selic passou de 13,38% para 13,25% ao ano. No fim de 2017, a expectativa para a taxa caiu de 12,25% para 12% ao ano.
A taxa básica é usada nas negociações de títulos públicos no Selic (o Sistema Especial de Liquidação e Custódia) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o BC barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.
A estimativa das instituições financeiras para a inflação, medida pelo IPCA (o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), passou de 7,08% para 6,98%, no sétimo ajuste seguido. Para 2017, estimativa caiu de 5,93% para 5,80%, na terceira queda consecutiva.