Os últimos dados divulgados pelo Caged (o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego) do Ministério do Trabalho e Emprego, referentes a março deste ano, indicam que foram gerados 187 empregos formais no Estado. A criação de novas vagas com carteira assinada deu-se nos setores de Agropecuária (384 empregos a mais), Construção Civil (21 empregos a mais) e Serviços (784 empregos a mais).
“Mato Grosso do Sul, mesmo nesse momento de crise, ainda é um destaque na geração de empregos. No mês de março, o Estado ficou na quinta posição no país. Tivemos um saldo positivo de 187 empregos, com destaque para o setor de serviços, que ainda tem mantido a sua demanda. Em termos regionais, ainda registramos um bom desempenho em Três Lagoas e em Corumbá também houve uma melhora, por conta do comércio e da reabertura de uma empresa de Ferro Ligas”, avalia o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck.
De acordo com o secretário, “a crise nacional tem afetado todos os setores da economia”, sendo algumas áreas mais atingidas do que outras. “Efetivamente, a indústria e o comércio ainda precisam se recuperar e os cenários de curto prazo não sinalizam retorno, ainda que em alguns municípios haja recuperação”. Mato Grosso do Sul apresenta uma destruição de 13.815 empregos formais, segundo o Caged.
Jaime Verruck destaca ainda que a política pública da administração do governador Reinaldo Azambuja está focada na atração de investimentos e o não fechamento dos já existentes. “Temos uma expectativa de pequena melhora no mês de maio. Mas o número de vagas ao longo dos últimos 12 meses que deixaram de existir é significtivo e isso nos preocupa. Essas vagas tem de ser geradas pelo setor privado. Temos de dar condições para que esses setores tenham demanda e retomem seu potencial de geração de emprego”, finaliza.
Desempenho
Segundo as informações da Carta de Conjuntura da Semade, o comércio de Mato Grosso do Sul teve, em março, uma redução de 804 vagas, devido a destruição de vagas no Comércio Varejista de 639 vagas a menos e no Comércio Atacadista, de 168 vagas a menos. Na Indústria, houve redução de 195 postos de trabalho.
Os valores referentes à criação de novos postos de trabalho formais, de janeiro a março de 2015 e 2016, apresentam comportamentos diferenciados em alguns dos subsetores, referentes à geração de novas vagas. Em geral, a melhoria dos resultados apontam para uma recuperação se comparado aos resultados de 2015. Os subsetores que tiveram maior capacidade de geração de empregos formais no acumulado de janeiro a março de 2016 foram: Agropecuária (1.048 novas vagas), Construção Civil (934 novas vagas), Comércio Atacadista (552 novas vagas) e Administração de imóveis (677 novas vagas).