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Nova batalha judicial ronda o Facebook

13 de janeiro 2011 - 10h30 Por Redação Douranews/com estadão
Nova batalha judicial ronda o Facebook

Os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss enfrentaram uma audiência cética nesta terça-feira ao tentar persuadir um tribunal de recursos norte-americano a invalidar um acordo extrajudicial de 65 milhões de dólares com o Facebook. O documento foi assinado para encerrar suas queixas quanto à criação do serviço on-line de redes sociais. A saga dos gêmeos e de Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, tornou-se tema de cinema com o lançamento do filme A Rede Social, no ano passado, e foi durante muito tempo também uma batalha judicial.

Caso a disputa seja retomada, poderia representar uma grande dor de cabeça para a rede social, que vem atraindo interesse frenético de investidores. O Facebook vem sendo observado atentamente em busca de sinais de que possa estar preparando uma oferta pública inicial de ações, que atrairia imenso interesse.

Os irmãos, remadores que disputaram a Olimpíada de Pequim, em 2008, estavam vestindo ternos escuros e ouviram em silêncio as muitas perguntas feitas pelos três juízes a seu advogado. Zuckerberg não compareceu à audiência que envolvia os antigos colegas da Universidade de Harvard.

Em sociedade com Divya Narendra, eles criaram uma empresa chamada ConnectU, quando estudavam em Harvard. Eles afirmam que Zuckerberg roubou sua ideia para criar o Facebook, que, por sua vez, nega a alegação.

Os gêmeos afirmam que, com base em uma avaliação interna que o Facebook não revela, deveriam ter recebido mais ações da empresa como parte do acordo extrajudicial que encerrou seu processo em 2008. O Facebook alega que não tem obrigação judicial de revelar uma avaliação interna.

O juiz Barry Silverman perguntou por que os advogados dos gêmeos não pressionaram mais para obter o número durante as negociações do acordo. "Por que não perguntaram sobre isso naquele momento?", disse.

Jerome Falk, advogado dos Winklevoss, argumenta que o Facebook tem obrigação legal de revelar a informação. Já Mark Rosencrantz, advogado do Facebook, discorda da interpretação.