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Fortalecido, Obama dá início à segunda metade do mandato

20 de janeiro 2011 - 13h37 Por Redação Douranews/ com folha.com
Fortalecido, Obama dá início à segunda metade do mandato

O presidente dos EUA, Barack Obama, inicia nesta quinta-feira a segunda metade de seu mandato com uma fisionomia diferente da que estampou em 2 de novembro, quando a vitória da oposição republicana nas eleições legislativas parecia ter decretado o fracasso de seu governo e diminuído drasticamente suas chances de reeleição em 2012. Dois meses depois, o semblante abatido deu lugar a uma aparência mais tranquila, que pôde ser testemunhada enquanto o líder americano recebia na quarta-feira o presidente chinês, Hu Jintao, na Casa Branca.

Os motivos para isso se devem a uma mudança de tom logo após a derrota, quando fez um mea culpa e reconheceu a “profunda frustração” popular com o ritmo da recuperação econômica, e a uma série de vitórias legislativas antes de o novo Congresso de maioria republicana na Câmara tomar posse em 3 de janeiro.

Com a perspectiva de que teria pela frente um legislativo hostil à sua agenda, o líder americano pressionou os legisladores e conseguiu a aprovação de um corte fiscal de US$ 858 bilhões para estimular a economia, o fim da proibição de gays e lésbicas servindo abertamente nas Forças Armadas e o apoio ao novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start), que determina o corte dos arsenais nucleares dos EUA e Rússia.

A série de vitórias fez o analista político conservador Charles Krathammer - que em novembro afirmou à emissora Fox News que a “agenda Obama” tinha morrido após as eleições - dizer, seis semanas depois, que o presidente havia ressurgido das cinzas e tornado sua reeleição “provável”.

O impulso final para a “volta” de Obama veio em janeiro, após um trágico ataque no Arizona que deixou seis mortos e 13 feridos, incluindo a deputada democrata Gabrielle Giffords. Em discurso aos familiares das vítimas, Obama foi tão contundente quanto nos melhores momentos da campanha presidencial de 2008, pedindo união e um debate público mais civilizado no país.

Como resultado, seu índice de aprovação cresceu até mesmo entre republicanos. Pesquisa realizada pelo instituto Gallup entre 14 e 16 de janeiro mostrou que 53% dos americanos avaliam o governo Obama positivamente, índice muito abaixo dos 78% obtidos logo após a posse, mas acima dos 47% registrados em outubro.

Na mesma pesquisa, a ex-candidata republicana à vice-presidência Sarah Palin, apontada como provável adversária de Obama na corrida presidencial de 2012, atingiu 38% de aprovação, sua pior avaliação desde 2008, quando se tornou uma figura política nacionalmente conhecida.

Sarah esteve no centro do debate sobre a possibilidade de a retórica política inflamada de movimentos conservadores como o Tea Party, ao qual pertence, terem estimulado o ataque no Arizona. Em um vídeo, ela rebateu as críticas, mas o tom agressivo da republicana contrastou com o discurso conciliador de Obama.