As vendas globais de música gravada caíram cerca de 9% em 2010, na medida em que a pirataria descarada prejudicou os mercados principais, colocando em risco empregos, investimentos e a descoberta de artistas novos, disse nesta quinta-feira (20) o organismo que representa as gravadoras.
Cerca de 19 em cada 20 faixas descarregadas da internet foram ilegais, prejudicando a demanda por vendas legítimas de faixas e álbuns físicos e digitais, segundo a IFPI.
"Trabalhamos em um ambiente dificílimo", disse a jornalistas a executiva-chefe da IFPI, Frances Moore. "Dezenove de cada 20 downloads de música são ilegais". "Pesquisas independentes mostraram no ano passado que até 2015 poderemos perder 1,2 milhão de empregos no setor criativo da Europa, o que representa 10% da força de trabalho".
A queda global nas vendas de música, que em 2009 já tinham caído 7%, para 17,3 bilhões de dólares, se deu apesar de um aumento de 6% nas vendas de música digital, para 4,6 bilhões de dólares, responsáveis por 29% da receita comercial das gravadoras.
O crescimento digital se dá após uma campanha da indústria musical para fechar mais contratos com serviços novos, como firmas de telefonia celular, sites na internet e anunciantes. Mas os críticos argumentam que o processo de firmar acordos de licenciamento com grandes gravadores ainda é longo e complicado.