Com dureza, os líderes russos exigiram que os serviços de segurança identifiquem os autores do ataque, que tem características dos militantes que lutam pela implantação de um Estado islâmico no sul da Rússia.
"Esse foi um crime abominável por sua insensatez e crueldade," disse Putin numa reunião com ministros em Moscou.
"Não duvido de que esse crime será resolvido, e que a retribuição é inevitável."
O presidente Dmitry Medvedev fez críticas às autoridades policiais e aeroportuárias por causa do atentado, que matou oito estrangeiros e afetou a imagem da Rússia na semana em que o presidente irá ao Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), para promover seu país como destino para investidores.
"Tudo precisa ser feito para encontrar, expor e trazer à Justiça os bandidos que cometeram esse crime --e os ninhos desses bandidos, não importa quão profundamente eles os tenham escavado, devem ser liquidados," disse Medvedev a chefes do Serviço Federal de Segurança.
Por causa do atentado, Medvedev adiou o embarque para Davos, onde faria um discurso na abertura do evento. A ministra da Saúde, Tatyana Golikova, disse que 49 pessoas continuam internadas em estado grave.