O fundador do site de vazamentos WikiLeaks, Julian Assange, se disfarçou de mulher para escapar dos agentes da CIA (agência de inteligência americana) que o seguiam, revela uma nova biografia do homem do momento.
O livro, escrito por David Leigh e Luke Harding, repórteres do jornal londrino "The Guardian", tem como título "WikiLeaks: Inside Julian Assange's War on Secrecy" ("WikiLeaks: Dentro da Guerra de Julian Assange sobre o Sigilo", em tradução livre).
Os agentes seguiriam Assange em meio à investigação criminal nos Estados Unidos sobre o vazamento de 250 mil documentos e telegramas diplomáticos do país. Os EUA estudam qual a melhor forma de processar Assange, que permanece em prisão domiciliar no Reino Unido por um caso de assédio sexual e estupro que enfrenta na Justiça sueca --e sem relação com os vazamentos. A justiça britânica deve decidir em fevereiro sobre a extradição pedida por Estocolmo.
O primeiro problema de Assange com a Justiça aconteceu em 1994 por pirataria virtual, segundo a biografia.
FAMÍLIA
Alguns trechos da biografia revelam também detalhes sobre a infância de Assange e revela que só conheceu o pai biológico depois dos 20 anos.]
"O pai biológico de Julian, John Shipton, estava ausente a maior parte do tempo. Aos 17 anos, a mãe de Assange se apaixonou por Shipton, um jovem que conheceu em uma manifestação contra a Guerra do Vietnã em 1970", contam os jornalistas.
"O relacionamento acabou e [o pai biológico] não teve nenhum papel em sua vida durante vários anos. Não tiveram contato até que Julian completou 25 anos", informa o livro.
Quando os dois se encontraram, Assange descobriu que herdou o temperamento do pai. Um amigo diz que Shipton era "como um espelho que refletia a imagem de Julian".