A OMS, em nota divulgada hoje (23), informou que, por questão de segurança, as autoridades japonesas aconselham os consumidores e produtores a adotar uma série de medidas em relação à produção e ao consumo de alimentos no país, especialmente nas áreas próximas aos locais onde houve acidentes nucleares.
Em nota, a organização ressalta que a catástrofe no Japão provocou a perda de milhares de vidas e casas e deixou edifícios estragados ou destruídos. Também lembra que a catástrofe atingiu o sistema de infraestrutura do Japão no setor de transportes e afetou as plantações e a produção de peixes no país.
As informações são da OMS. De acordo com a organização, o alerta se ampliou também em decorrência dos danos causados nos reatores da Usina Nuclear de Fkushima Daiichi, no Nordeste do Japão. Para os peritos, o risco de exposição à radiação na área ainda é grande.
A crise se agravou ainda mais depois das explosões e dos vazamentos nucleares na região. A água e o leite, entre outros produtos alimentícios, estão contaminados por materiais radioativos, segundo as autoridades japonesas.
A OMS ressaltou que o governo do Japão mantém um sistema rigoroso de supervisão de radioatividade nos alimentos. De acordo com os especialistas da organização, o serviço japonês de vigilância alimentar faz medições frequentes de radioatividade nos alimentos.