Os aliados militares do Ocidente, no entanto, entraram em desacordo sobre a campanha aérea.
Os rebeldes disseram que vários foguetes Grad foram disparados pelas forças do governo em um distrito residencial de Misrata, a terceira maior cidade da Líbia, matando 23 civis, principalmente mulheres e crianças.
Organizações humanitárias alertam para um possível desastre humanitário em Misrata, o único bastião rebelde no oeste do país, onde supostamente centenas de civis morreram durante o cerco de seis semanas.
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, expressou sua preocupação durante uma reunião da Otan em Berlim sobre as "atrocidades" em Misrata, mas não indicou que os Estados Unidos estariam preparados a ingressar novamente nos ataques aéreos.
Refletindo os receios sobre as tensões na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Hillary pediu à aliança militar que mantenha "a determinação e a unidade" contra Muammar Al Qathafi, dizendo que ele estava testando a determinação do Ocidente.
Diversos membros da Otan recusaram pedidos da França e da Grã-Bretanha para contribuir com mais ataques aéreos, realizados sob um mandato da ONU para proteger civis, e autoridades norte-americanas disseram que os comandantes aliados não estavam solicitando maiores recursos.