As informações são das Nações Unidas.
Depois de visitar a Argentina nos últimos dias, Rolnik disse que ouviu inúmeros testemunhos sobre despejos violentos, envolvendo o Estado e terrenos públicos, sem compensação para as famílias afetadas.
"Estou muito preocupada com os despejos violentos que ocorrem em várias regiões do país e a falta de uma ação mais abrangente de um programa de habitação digno para a Argentina", disse Rolnik. De acordo com ela, a "ocupação informal da terra” se tornou a principal forma de acesso à habitação no país devido à falta de ofertas acessíveis.
Rolnik lembrou que a falta de oferta de programas de habitação social estimula a discriminação na Argentina e gera disputas políticas. A relatora disse ter conversado com moradores, que afirmam se sentirem obrigados a ocupar prédios públicos vazios, porque não têm condições de morar em lugar algum.