O aumento registrado entre 2000 e 2010 é equivalente à população da Turquia e superior às de França ou Grã-Bretanha. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas, a população chinesa em 2000 era de 1,265 bilhão de pessoas.
Segundo o Censo, a população chinesa cresce em ritmo mais lento do que no passado. Anualmente, a taxa de crescimento populacional fica abaixo de 1%. Segundo o governo, a política do "filho único", adotada desde os anos 1980, impediu cerca de 400 milhões de nascimentos.
O Censo 2010 reflete os efeitos da política: hoje, chineses maiores de 60 anos representam 13,3% da população, um aumento de quase 3% em relação ao levantamento de 2000. Pessoas com 14 anos ou menos representam 16,6% do país, uma queda de 6,29% desde a última década.
O levantamento também mostrou que quase metade dos chineses - 49,7% da população - vive nas cidades, um aumento de 36% em relação ao Censo de 2000.
Muitos trabalhadores deixaram as zonas rurais para trabalhar em fábricas e zonas industrais nos últimos dez anos, que foram de grande crescimento econômico para a China. Para alguns especialistas, os limites impostos ao número de filhos - criado como forma de controlar temporariamente o crescimento populacional - pode ameaçar o futuro econômico da China, já que pode faltar mão-de-obra.
"Os dados do Censo mostram que nosso país enfrenta desafios quanto à população, a economia e o desenvolvimento docial", afirmou Ma Jiantang, chede do Departamento Nacional de Estatísticas. "Primeiro, a tendência de envelhecimento está acelerando. Depois, o número de migrantes dentro do país está constantemente crescendo."