A Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina, informou que instalará um dispositivo de purificação do ar para absorver as partículas radioativas, o que no momento dificulta as tarefas para resfriar o reator.
Usando máscaras, trajes protetores e pesados tanques de oxigênio, 12 operários da Tepco têm a missão de conectar um sistema de ventilação instalado na adjacente unidade de turbinas, mediante oito encanamentos.
Segundo informou a rede de televisão NHK, os operários trabalharão em sistema de rodízio em grupos de três e cada um deles permanecerá apenas dez minutos dentro do edifício do reator para evitar uma exposição excessiva à radiação.
Os reatores 1, 2 e 3 de Fukushima Daiichi ficaram sem seu sistema de resfriamento pelo tsunami que alagou a central e a deixou sem eletricidade.
A Tepco espera que o purificador comece a funcionar hoje mesmo e que opere durante três dias seguidos, para diminuir o nível de radiação e fazer com que os operários possam trabalhar durante um prazo maior dentro do edifício do reator.
A previsão é que os trabalhadores se exponham hoje a três milisievert na unidade 1 de Fukushima, onde em 17 de abril um robô detectou radioatividade de 49 milisievert por hora.
A legislação japonesa permite que os operários se exponham a até 250 milisievert anuais na situação de emergência de Fukushima.
Dois operários, vestidos com trajes especiais e balões de oxigênio, entraram no prédio para acionar o sistema de ventilação e reduzir o nível de radioatividade, revelou um porta-voz da Tokyo Electric Power (Tepco), a operadora da usina.
RADIAÇÃO NO MAR
Na quarta-feira, a operadora da usina informou que tentará reduzir a quantidade de material radioativo no fundo do mar perto da central, após ter detectado níveis de radiação entre 100 e 1 mil vezes superiores ao normal.
A empresa quer instalar neste mês, em frente à usina, um dispositivo de depuração com zeólita um mineral que absorve substâncias radioativas para reduzir a contaminação na água do mar, informou nesta quarta-feira a cadeia NHK.
As amostras do estudo, tomadas na semana passada em dois pontos diferentes a uma profundidade entre 20 e 30 metros, continham entre 1.400 e 1.200 becquerel por quilo de césio-137 e césio-134 e entre 98 e 190 becquerel de iodo-131.
As substâncias ficaram depositadas no oceano após serem expelidas ao ar pela usina ou depois de terem sido arrastadas pelos vazamentos de água contaminada que chegaram ao mar, segundo a Tepco.
Na segunda-feira, a empresa detectou nível de iodo radioativo 5.800 maior que o permitido em uma mostra de água do reator 2, que sofreu vazamentos nos dias posteriores ao terremoto e tsunami de 11 de março.
A Tepco acredita ser difícil avaliar os resultados das amostras, pois não existem limites legais quanto à presença destas substâncias no leito do oceano, e diz que continuará estudando o impacto destes níveis na vida marinha.
Já o Ministério de Ciência japonês não detectou nenhuma substância radioativa em medições realizadas no fundo do mar, uma 50 quilômetros ao sul da central e a outra 200 quilômetros ao norte de Tóquio.