O movimento talibã paquistanês (TTP, na sigla em urdu) assumiu a autoria do ataque. "É uma vingança pela morte de Osama bin Laden", disse à emissora Dunya um porta-voz do TTP, identificado como Ehsanulá Ehsan, que ameaçou dar sequência aos "ataques contra as forças de segurança".
O ataque ocorreu na cidade de Charsadda, a duas horas de carro da capital Islamabad, na fronteira com o Afeganistão. Das duas explosões, uma foi detonada por um homem-bomba.
Dos 88 mortos, 79 são recrutas da academia, segundo a polícia paquistanesa informou à agência EFE. Eles voltavam de ônibus a suas casas após vários dias de treinamento. Dos 105 feridos, 25 estão em estado grave. Pelo menos 20 veículos foram destruídos.
Este é o mais violento atentado desde a morte do chefe da Al Qaeda, em 2 de maio, por um esquadrão de elite da Marinha americana.
A guarda de fronteiras do Paquistão é integrada principalmente por pashtuns, a mesma etnia que habita as zonas tribais na fronteira com o Afeganistão, ao contrário do Exército regular, que é dominado por punjabis e só é destacado para a região em grandes ofensivas militares.