Há relatos indicando que, ao contrário dos outros dias, hoje as forças do governo foram mais comedidas. De Genebra, na Suíça, o porta-voz das Nações Unidas enviou uma mensagem ao governo Assad. "Nós, novamente, pedimos que o governo tenha moderação e pare de usar a força e prisões em massa para silenciar seus oponentes", disse Colville.
Os protestos contra Assad, que está no poder há 11 anos, começaram no último dia 15 de março. Testemunhas e grupos de defesa dos direitos humanos acusam as forças de segurança sírias de abrir fogo contra os manifestantes usando munição real.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha estima que milhares de pessoas tenham sido detidas pelas forças de segurança na Síria. O governo, por sua vez, diz que está enfrentando “gangues de terroristas armados”.
Testemunhas contaram ainda que os agentes do governo costumam lançar bombas de gás lacrimogêneo e deram tiros para o alto para afastar a multidão, mas não dispararam diretamente contra os manifestantes.
Na cidade curda de Qameshli, no Nordeste do país, manifestantes levavam hoje uma grande bandeira com a palavra "Liberdade" estampada, em curdo. Hama e Homs são outras localidades onde a população saiu para protestar contra o presidente.
Na capital do país, Damasco, segundo testemunhas, foram feitas prisões durante um protesto no subúrbio de Douma. Na localidade de Daraya, a polícia usou gás lacrimogêneo contra os participantes. Na cidade de Deraa, os relatos indicam que as forças de segurança deram tiros para cima para dispersar a multidão. Deraa é um dos principais palcos de manifestações desde o início do levante.