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Chefe da inteligência do Paquistão pede que EUA parem ataques

22 de maio 2011 - 15h47 Por Redação Douranews, com Reuters
Chefe da inteligência do Paquistão pede que EUA parem ataques
O chefe da inteligência do Paquistão pediu aos Estados Unidos para interromperem os ataques com aviões não tripulados ao país, informou um jornal no domingo, tocando em um assunto que se tornou mais complicado desde que a morte de Osama bin Laden estremeceu as relações entre os dois países.

O jornal local Express Tribune disse que o Ahmad Shuja Pasha, diretor do ISI (Serviço Interno de Inteligência) fez o pedido durante uma reunião com o Michael Morell, vice-diretor da CIA, no sábado.

"Seremos forçados a responder, se você não pensar em uma estratégia que impeça os ataques aéreos", teria dito Pasha a Morell, segundo informações do jornal publicadas em seu site.

O Paquistão está sofrendo intensa pressão dos EUA para explicar como bin Laden viveu em uma cidade não muito longe da capital, de acordo com alguns relatos, por mais de cinco anos, sem ser descoberto.

Islamabad condenou a morte de bin Laden como uma violação da sua soberania. O caso bin Laden estremeceu seriamente as relações entre os aliados, Washington e Islamabad.

O governo do Paquistão diz publicamente que os ataques de com aviões não tripulados (drones) são contraproducentes e geram sentimentos que aumentam a militância. Mas os analistas dizem que os EUA não seriam capazes de matar alvos importantes, sem a ajuda da inteligência paquistanesa.

PEDIDOS DE MAIS DRONES

O principal líder militar do Paquistão não só aceitou tacitamente a polêmica campanha dos drones contra os militantes, mas em 2008 ele pediu a Washington que fizesse uma "cobertura contínua de Predators (avião de vigilância não tripulado)" em áreas tribais, de acordo com mensagens do Departamento de Estado dos EUA, divulgadas recentemente.