Li Xuwen e sua esposa Fu Guihua, moradores da localidade de Fanchang, perderam em 1992 seu filho, então de cinco anos, em uma área de barraquinhas de comida de Nanquim, quando estavam visitando essa cidade do leste da China.
Durante quase duas décadas, o casal procurou sem descanso o menino, mas só nos últimos quatro anos achou uma pista para permitir encontrá-lo, ao se informar que uma delegacia de Polícia de Nanquim tinha trabalhado no caso de um menino extraviado na mesma data na qual eles perderam seu filho.
Aparentemente, a polícia, ao passar os dias sem que a criança fosse reclamada, o levou a um centro de amparo para meninos abandonados, onde permaneceu até que foi adotado por um casal dos EUA em 1995.
O menino, conta a informação, é agora um estudante universitário que se nega a falar com seus pais genéticos, porque acredita que o abandonaram.
Seu pai assinalou ao "China Daily" que acredita poder se reunir um dia com seu filho para explicar-lhe que ele e sua esposa o procuraram por anos e não se tratou de um abandono proposital.
Os EUA e a Espanha foram os principais destinos das crianças chinesas adotadas --especialmente meninas-- nas últimas décadas, embora recentemente o tempo de espera para a entrega de menores em adoção tenha aumentado bastante.
A China argumenta que isto se deve a que por convenções internacionais é obrigada a dar prioridade nas adoções aos casais chineses, o que a levou a aumentar as limitações para os casais estrangeiros interessados em adotar crianças do país.