Seis fortes explosões foram ouvidas na capital no final de terça-feira em um espaço de 10 minutos, na esteira de ataques intensos um dia antes incluindo um sobre o complexo de Gaddafi, que as autoridades líbias disseram ter matado 19 pessoas e pelos quais a TV estatal culpou os "cruzados colonizadores".
Uma autoridade da Otan disse que a aliança atingiu um bunker de armazenamento de veículos, um depósito de mísseis e um centro de comando e controle nas cercanias de Trípoli. Alvos do governo próximos do bastião rebelde de Misrata, no oeste, também foram atingidos.
"Estivemos bastante ativos nas últimas 24 horas e continuaremos assim", disse a autoridade. "Atacar unidades de combate e pessoas tentando dar ordens está tendo o efeito desejado."
A agência de notícias líbia Jana diz que a Otan atacou uma estação de telecomunicações em Zlitan, a oeste de Misrata, de terça para quarta-feira, causando "perdas materiais e humanas".
O secretário das Relações Exteriores britânico, William Hague, descartou temores de que os países ocidentais estejam mergulhando em um conflito ao estilo iraquiano. "É muito diferente do Iraque, porque obviamente no caso do Iraque havia grande quantidade de tropas terrestres mobilizadas pelas nações do Ocidente", disse Hague à rádio BBC nesta quarta-feira.
França, Grã-Bretanha e Estados Unidos conduzem os ataques aéreos, que começaram no dia 19 de março depois que o Conselho de Segurança da ONU autorizou "todas as medidas necessárias" para proteger os civis das forças de Gaddafi, que procurava sufocara o levante contra seu governo de 41 anos.