A rede elétrica dita "inteligente" economizará energia, reduzirá custos e propiciará maior confiabilidade ao distribuir eletricidade dos fornecedores aos consumidores com ajuda de comunicação de dados bidirecional que permitirá o controle de eletrodomésticos, o carregamento de veículos elétricos e o uso de fluxos de energia de fontes renováveis nos lares dos usuários.
"A implementação da rede inteligente é um processo contínuo. À medida que novas tecnologias sejam desenvolvidas e ganhem em custo/benefício, poderão ser usadas para encontrar a forma mais efetiva de equiparar oferta e procura", disse Matt Wakefield, gerente do programa de redes elétricas inteligentes do Electric Power Research Institute (EPRI), em entrevista coletiva.
Para tornar o sistema elétrico do futuro uma realidade, o EPRI, uma organização sem fins lucrativos para a pesquisa e desenvolvimento de tecnologia elétrica, afirmou que as empresas de energia precisam investir entre 17 bilhões e 24 bilhões de dólares ao ano ao longo das duas próximas décadas. Boa parte desse custo será repassado ao consumidor.
"Precisamos informar aos usuários de energia que o sistema elétrico será melhorado e resultará em custos menores, mesmo que não encontrem queda imediata em suas contas de luz", disse Clark Gellings, pesquisador do EPRI.
Por volta de 2050, o EPRI estimou que a conta de luz média provavelmente subirá 50 por cento, caso a rede inteligente seja adotada. Em caso contrário, a conta média pode subir em quase 400 por cento.
Algumas das maiores empresas mundiais de tecnologia estão concorrendo para fornecer infraestrutura às redes elétricas inteligentes, entre as quais IBM, General Electric, ABB, Siemens, Google, Toshiba, Cisco e Microsoft.
Na semana passada, a multinacional japonesa Toshiba fechou acordo para adquirir o grupo suíço de redes elétricas inteligentes Landis+Gyr por 2,3 bilhões de dólares.