O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, viaja à França após uma visita de Estado à Grã-Bretanha. A última visita dele será à Polônia. Em discurso em Londres nessa quarta-feira (25), Obama disse que o crescimento econômico do Brasil, da China e da Índia permitiu que muitos saíssem da pobreza e gerou novos mercados e oportunidades para todos.
O presidente norte-americano rejeitou o argumento de que a emergência dessas novas lideranças representa o fim da supremacia americana e europeia. "Esse argumento está errado. O momento para nossa liderança é agora", disse ele. "Em uma época em que desafios e ameaças pedem que nações atuem em conjunto, permanecemos os grandes catalisadores para ações globais."
Líderes da Tunísia e do Egito - países onde recentemente presidentes foram derrubados por levantes populares – e representantes da Liga Árabe estarão presentes no encontro do G8, para negociações sobre um grande plano de ajuda financeira às nações árabes em sua transição para a democracia.
Também participarão dos encontros de hoje, no interior da França, representantes de empresas de tecnologia, como o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e o executivo do Google, Eric Schmidt, em uma tentativa de pressionar os governos a não fortalecer as regulamentações sobre a internet – tema que está incluído na agenda do G8.
O encontro tratará ainda do impasse nos diálogos de paz entre israelenses e palestinos e do processo de sucessão na liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI), após a renúncia do francês Dominique Strauss-Kahn. A sucessão acirrou uma disputa entre os países ricos e os emergentes, que pedem que a influência no FMI reflita o novo equilíbrio de forças no cenário econômico global.