A pesquisa foi realizada pela National Family Week, instituição que visa melhorar a qualidade da vida familiar, promovendo uma maior interação entre pais e filhos. Com as novas tecnologias, isso parece não ser uma tarefa fácil. A maioria dos pais acredita que os filhos estão mais preocupados com seus celulares, laptop e perfis nas redes sociais do que com o convívio da família. Por isso, 39% dos 5.000 pais entrevistados afirmaram que insistem para que celulares e computadores fiquem fora da mesa no horário das refeições.
Se a internet e os celulares podem ser um empecilho, os pais também os vêem como aliados: 20% dizem que conversar via celular ou internet é mais eficaz que pessoalmente. Além disso, um quinto dos entrevistados admite que o melhor método para seguir os passos do filho é por meio de sites de relacionamento, como o Facebook.
Nick Henry, da National Family Week, que chefiou a pesquisa diz que os dados são reflexo do comportamento das crianças. "É inevitável que as crianças se interessem pelas novidades tecnológicas e por isso é natural que elas estabeleçam amizades por esse meio", diz Henry. "Se os pais estão sendo forçados a manterem contato com seus filhos através de mensagens de texto, emails ou das redes sociais, essa é apenas uma conseqüência da vida moderna."