Saleh partiu no fim de semana para a Arábia Saudita para se submeter a uma cirurgia por causa dos ferimentos sofridos durante um ataque a seu palácio na semana passada, em Sanaa --uma ausência que poderia ser uma oportunidade de desalojá-lo do cargo, depois de quase 33 anos governando o país, uma nação árabe pobre.
As potências mundiais temem que o caos possa facilitar as operações do braço da Al Qaeda no Iêmen e multiplicar os riscos para a Arábia Saudita e países vizinhos, grandes produtores de petróleo.
"Estamos pedindo uma transição pacífica e ordeira", disse na segunda-feira a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, acrescentando que isso seria o melhor para os interesses do povo iemenita.
O líder interino do Iêmen, o vice-presidente Abu-Rabbu Mansour Hadi, disse que Saleh retornaria dentro de alguns dias, mas a posição da Arábia Saudita, que tradicionalmente tem influência na política iemenita, poderá agora ser decisiva.
Autoridades sauditas dizem que não vão interferir na decisão de Saleh de retornar a seu país ou não, mas potências ocidentais podem querer reavivar um acordo de transição negociado pelo Conselho de Cooperação do Golfo com o objetivo de obter a renúncia dele.
"A partida de Saleh provavelmente é permanente", disse Robert Powell, analista para o Iêmen na Economist Intelligence Unit.