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Tropas de Qathafi cercam cidade líbia após conflitos

11 de junho 2011 - 15h21 Por Redação Douranews, com Reuters
Tropas de Qathafi cercam cidade líbia após conflitos
Tropas leais ao líder líbio, Muammar Gaddafi, cercavam neste sábado a cidade de Zlitan, localizada 160 quilômetros a leste de Trípoli, disseram os rebeldes, após a ocorrência de batalhas no local que podem abrir uma passagem pela costa até a capital.

Conflitos esporádicos entre as forças de Gaddafi e os rebeldes continuavam em Zlitan, disse um porta-voz rebelde, depois que o grupo tomou o controle de regiões da cidade. Ele afirmou que a situação está mais calma do que na sexta-feira e que o número de rebeldes mortos permanece em 22.

"Zlitan continua cercada pelas tropas de Gaddafi e elas estão ameaçando moradores a se render ou terão suas mulheres estupradas por mercenários", afirmou o porta-voz Ahmed Bani.

Não foi possível verificar de forma independente a afirmação dos rebeldes. Não houve comentário imediato do governo de Qathafi.

Zlitan é uma das três cidades que são controladas fortemente pelo governo e que ficam entre Misrata, que tem domínio rebelde, e Trípoli. Se ela sair do controle de Qathafi, pode permitir que a revolta contra o líder saia de Misrata, o maior reduto rebelde no oeste da Líbia, e chegue até a capital.

Durante a noite, as forças de Qathafi também bombardearam pela primeira vez a cidade de Gadamis, que é patrimônio mundial da humanidade, localizada 600 quilômetros a sudoeste de Trípoli, na fronteira com a Tunísia e a Argélia, abrindo um novo fronte de batalha na guerra civil, que já dura cinco meses.

Um correspondente da Reuters em Trípoli não ouviu mais bombardeios da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) neste sábado. Rebeldes em várias regiões instáveis também disseram que não houve mais ataques aéreos.

Potências mundiais deram indicações conflitantes de como a guerra pode acabar, com a Rússia tentando mediar uma reconciliação. O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, afirmou na sexta-feira que ofereceu uma "garantia" a Qathafi se ele deixar a Líbia, mas não recebeu resposta.