A Alemanha tem se oposto à campanha ocidental de bombardeios na Líbia, dizendo que a intervenção militar não é a melhor maneira de pôr fim ao regime de quatro décadas de Gaddafi, e resiste aos chamados da Otan por apoio mais amplo para sua ação militar.
Em visita a Benghazi, a capital rebelde, o ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, defendeu a posição da Alemanha, dizendo que Berlim está determinada a ajudar a afastar Gaddafi, mas através de meios pacíficos.
"Não mudamos de opinião. Achamos que o coronel Gaddafi perdeu qualquer legitimidade para falar em nome da população da Líbia. O fato de não participarmos da intervenção militar não significa que sejamos neutros", disse ele em coletiva de imprensa.
"Decidimos não participar com nossas tropas nesta intervenção militar. Tivemos nossas razões para tomar essa decisão. Respeitamos os países que decidiram outra coisa. Mas pensamos que temos o mesmo objetivo."
Pelo menos cinco países da UE já haviam reconhecido anteriormente o Conselho Transicional Nacional, baseado em Benghazi, no leste da Líbia.
O governo de Gaddafi está entrincheirado na capital, Trípoli, no oeste do país.