O presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi reeleito para novo período de quatro anos na semana passada, mas era o único candidato ao posto, depois que o chefe da federação asiática, Mohamed Bin Hammam, deixou a disputa por ter sido investigado pela Fifa por suposta corrupção durante sua campanha.
A Associação de Futebol (FA), entidade inglesa do esporte, que já havia dito que iria se abster na votação, queria que a eleição fosse adiada. Agora, Cameron deixou clara sua posição, depois da fracassada tentativa da Inglaterra de sediar a Copa do Mundo de 2018.
"Pessoalmente, vejo a direção do futebol em um nível internacional e não fiquei impressionado com o que vi", disse ele ao Parlamento.
"A reputação da Fifa está agora em seu nível mais baixo em todos os tempos, e obviamente a eleição com apenas um candidato foi algo como uma farsa, mas (a Fifa) tem de se tornar mais transparente e sujeita à prestação de contas. Eles têm de provar que são realmente capazes de fazer o trabalho para os quais são designados", afirmou.
"Mas a mudança tem de vir basicamente de dentro do futebol e estou certo que a FA quer desempenhar um grande papel na ajuda para que isso aconteça."
As propostas para sediar as Copas de 2018 e 2022 foram manchadas por alegações de corrupção. Dois membros do comitê executivo da Fifa foram suspensos depois de acusações de que queriam dinheiro em troca de votos.
A Rússia foi escolhida para realizar a Copa de 2018 e o Catar, a de 2022. Eles negam acusações de jornais de que "compraram" o torneio.
Blatter vem dizendo que os próximos anfitriões das Copas deveriam ser escolhidos por todas as 208 associações afiliadas à Fifa, e não apenas os 24 membros do comitê executivo.