O chamado da Itália por um cessar-fogo trouxe à tona as tensões na aliança da Otan, quase 14 semanas depois de iniciada uma campanha de bombardeios que ainda não conseguiu desalojar Gaddafi, mas está provocando preocupações crescentes com seu custo financeiro e as vítimas civis.
Destacando as consequências mais amplas da guerra na Líbia, país produtor de petróleo no norte da África, os países consumidores de petróleo anunciaram uma iniciativa rara de liberar óleo das reservas para preencher o vazio deixado pela interrupção da produção líbia.
Indagado sobre o chamado da Itália por um cessar-fogo, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse em entrevista a um jornal: "Não, pelo contrário. Vamos continuar e vamos levar a missão até sua conclusão".
"Os aliados estão engajados em fazer o esforço necessário para uma operação prolongada", disse ele ao jornal francês Le Figaro.
"Vamos tomar o tempo necessário até ser alcançado o objetivo militar: o fim de todos os ataques contra civis líbios, o retorno das forças armadas aos quartéis e a liberdade de movimentos para a ajuda humanitária."
A Otan diz que está operando sob mandato da ONU para proteger civis contra as forças de Gaddafi, que tenta esmagar um levante contra seu governo, no poder há 41 anos. Gaddafi afirma que o objetivo real da Otan é roubar o óleo do país.