O cargo está vago desde que o francês Dominique Strauss-Kahn foi preso em Nova York sob a acusação de tentativa de crime sexual contra uma camareira de hotel. A ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, é considerada a favorita na disputa, enquanto Carstens é visto como azarão.
O ministro chileno das Finanças, Felipe Larrain, disse que seu governo optou por Carstens, mas ressaltou que tanto ele quanto Lagarde são "excelentes candidatos, ambos com as qualificações necessárias para dirigir o FMI".
Em nota conjunta, Canadá e Austrália disseram que "a experiência prévia de Agustín Carstens no FMI, em combinação com seu histórico como ministro das finanças do México e sua atual posição como presidente do Banco Central mexicano, o equipam muito bem para entender e tratar, de forma colaborativa e inclusiva com os países membros do FMI, os desafios que a economia global enfrenta".
A Colômbia se tornou neste mês o primeiro país latino-americano a expressar apoio à candidatura do mexicano. Venezuela, Bolívia, Peru, Panamá, Uruguai, México, Paraguai, Belize, Honduras, Guatemala, República Dominicana e Nicarágua também fizeram o mesmo, segundo a Colômbia.
Carsten tem percorrido diversos países em busca de apoio.
Os governos europeus manifestam preferência por Lagarde. Eles consideram que um dirigente do continente seria mais indicado para comandar o FMI num momento de incerteza por causa da crise da dívida na zona do euro.
Carstens, por outro lado, tem experiências com crises desse tipo - que foram frequentes na América Latina desde 1980. Em 1994, ele obteve grande respeito pela forma como lidou com a crise do peso mexicano, e também vem recebendo elogios pelo conhecimento que demonstra a respeito do FMI e por defender reformas mais profundas no organismo.