"Aqui estou, em casa e feliz! Bom dia, amada Venezuela", disse o esfuziante presidente, dando um soco no ar e cantando uma canção folclórica assim que seu avião pousou, nas primeiras horas da manhã. "Agora vou descansar um pouco."
Minutos depois, militantes chavistas estavam nas ruas aos gritos de "Ele voltou!"
A volta de Chávez altera novamente a dinâmica política na Venezuela, onde políticos de todas as facções vinham se preparando para uma ausência de vários meses do homem que há 12 anos domina o país petroleiro.
Famoso por sua imprevisibilidade, Chávez, de 56 anos, ressurgiu em cima da hora para os dois dias de celebração do bicentenário da independência venezuelana da Espanha.
"Ele queria evitar que a situação degringolasse", disse o analista norte-americano Michael Shifter. "O bicentenário era uma ocasião imperdível demais ... era politicamente irresistível."
A TV estatal mostrou Chávez se despedindo em Havana do presidente cubano, Raúl Castro, e depois sendo cumprimentado por ministros no aeroporto de Maiquetia, nos arredores de Caracas.