"Lei Shiyin, ordenado sem mandato pontifício e, portanto, de forma ilegítima, carece da autoridade para governar a comunidade católica diocesana, e a Santa Sé não o reconhece como bispo da diocese de Leshan", ressalta o comunicado divulgado pelo escritório de imprensa do Vaticano.
A hierarquia da Igreja católica sustenta que "permanecem firmes os efeitos da sanção em que incorreu por violação da norma do cânon 1382 do Código de Direito Canônico", castigada tradicionamente com a excomunhão.
Segundo o comunicado, o religioso foi informado "há muito tempo de que não podia ser aceito pela Santa Sé como candidato episcopal, devido a motivos comprovados e muito graves", afirma a nota.
Para o Vaticano, a ordenação episcopal sem mandato pontifício "prejudica a unidade da Igreja".
Estima-se que existem cerca de 5,7 milhões de católicos chineses, segundo números oficiais, mas estão divididos entre a Igreja oficial, cujo clero depende das autoridades comunistas, e uma Igreja não reconhecida, chamada de "subterrânea", que obedece ao Papa.