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Qathafi enfrenta mais pressão externa e de rebeldes

27 de julho 2011 - 21h48 Por Redação Douranews, com Reuters
Qathafi enfrenta mais pressão externa e de rebeldes
A pressão sobre o líder líbio Muammar Al Qathafi foi intensificada na quarta-feira, quando os rebeldes que o combatem receberam reconhecimento diplomático da Grã-Bretanha e a liderança rebelde revogou uma oferta para deixá-lo permanecer na Líbia se ele abrir mão do poder.

A Grã-Bretanha, uma das principais participantes estrangeiras na campanha para afastar Qathafi, expulsou os diplomatas do governo dele de Londres e convidou o Conselho Nacional de Transição, dos rebeldes, para substituí-los.

Qathafi vem zombando dos esforços para pôr fim a seus 41 anos no poder e resistindo ao avanço rebelde, agora paralisado, e aos ataques aéreos lançados pela Otan contra suas forças e sua infraestrutura militar.

Esta semana a França e a Grã-Bretanha desistiram da exigência de que Qathafi deixe o país como parte de qualquer acordo possível - um abrandamento em sua posição que é indicativo de uma ansiedade crescente para encerrar o conflito, que já dura cinco meses.

Na quarta-feira, porém, o líder rebelde Mustafa Abdel Jalil disse que um mês atrás o CNT ofereceu-se a deixar Qathafi permanecer na Líbia, desde que renunciasse ao poder primeiro, mas que esta oferta agora terminou.

"A oferta não é mais válida", disse Abdel Jalil a repórteres na cidade de Benghazi, sob controle dos rebeldes.

A proposta foi feita um mês atrás por meio do enviado da ONU Abdel Elah al-Khatib, vinculada a um prazo de 15 dias, disse ele. Os 15 dias já terminaram.

O ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, anunciou que a Grã-Bretanha agora reconhece os rebeldes como governo legítimo da Líbia e desbloqueou 91 milhões de libras em bens congelados.