Enquanto isso, a mil quilômetros de Benghazi, principal reduto dos rebeldes, seguidores de Muammar Gaddafi diziam em Trípoli que Younes mereceu o fim que teve por ter traído o regime.
Younes foi ministro da Segurança de Gaddafi até fevereiro, quando rompeu com o regime em vigor há 41 anos e aderiu aos rebeldes que tentam derrubar Gaddafi. Sua morte, ocorrida na quinta-feira, foi um golpe para os rebeldes e para os seus apoiadores ocidentais, e certamente não contribuirá com um encerramento rápido da guerra civil iniciada há cinco meses.
Detalhes sobre o assassinato de Younes permanecem confusos, mas o ministro rebelde Ali Tarhouni disse na noite de sexta-feira que combatentes rebeldes que haviam sido despachados para levá-lo do front, perto de Brega, para prestar um depoimento em Benghazi o mataram e desovaram seu corpo nos arredores da cidade.
Um líder miliciano foi preso e confessou que seus subordinados cometeram o homicídio, segundo Tarhouni.
No enterro, o cemitério de Benghazi mais parecia um campo de batalha, de tão intensos eram os disparos feitos por fuzis AK-47, metralhadoras e baterias antiaéreas. Os participantes eram atingidos pelas cápsulas vazias cuspidas pelas armas, e o cheiro de pólvora dominava o ambiente.
"O general Abdul Fattah Younes era nosso pai. Ele era um símbolo da revolução", disse o coronel Ali Ayad, que voltou do front de combate ao saber da morte de Younes.