O atentado na cidade de Kashgar, na tarde de domingo, é a mais recente ação violenta a abalar a região, onde a população uigur se ressente há muito tempo da presença de chineses da etnia han e dos controles políticos e religiosos impostos pelo governo central, em Pequim.
A declaração foi feita menos de 24 horas depois de duas pequenas explosões na cidade, controlada por uigures. "A intenção maligna por trás deste terror violento era sabotar a unidade interétnica e prejudicar a estabilidade social, semeando o ódio étnico e criando conflito étnico", afirmou o governo de Kashgar em sua página na Internet (www.xjks.gov.cn).
Segundo as autoridades de Kashgar, suspeitos capturados confessaram que os líderes de sua organização haviam ido antes para o Paquistão, onde se uniram ao separatista "Movimento Islâmico do Turquestão Leste" e receberam treinamento para fabricar arma e explosivos, antes de se infiltrar na China.
"Todos os membros desse grupo aderiram a ideias extremistas religiosas e apóiam com determinação a Jihad", diz o comunicado, referindo-se ao termo árabe para designar luta, usado por defensores da militância islâmica para descrever sua causa.
A polícia matou a tiros cinco pessoas e prendeu quatro outras depois que invadiram um restaurante e puseram fogo no local, após matarem o proprietário e um garçom, fugindo depois para a rua, onde mataram outras quatro pessoas, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.
O jornal chinês Global Times informou que todos os suspeitos de desfechar o ataque são uigures.