O voo TAP (TP835), da operadora Transportes Aéreos Portugal, previsto para sair de Roma, na Itália, no sábado (30) com destino a Lisboa, em Portugal as 6h15 (horário de Roma) teve seu embarque atrasado para 6h45 por problemas técnicos. Com meia hora de atraso, o embarque foi realizado, porém ao seu término, os passageiros foram informados da continuidade do problema técnico e não lhes foi permitido retornar à área de embarque. Durante o tempo de espera, nenhum funcionário da empresa soube fornecer informações. Só uma hora e cinquenta minutos depois é que a aeronave realizou o voo normal.
De acordo com Keneth Corrêa, um dos 120 brasileiros do voo, cerca de 80% dos passageiros tinham conexões para outras cidades e durante o tempo de espera a única informação era de que tudo seria resolvido em solo. Chegando em Lisboa as 11h35, as pessoas que fariam conexão para Salvador e Recife foram indicadas a entrar em um ônibus e seguir diretamente para seu avião. Os passageiros cujos destinos eram São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre foram informados que não existiam voos e teriam de aguardar até o dia seguinte. Uma hora e meia após o desembarque, passageiros ainda esperavam pelas malas, e cerca de 30 bagagens foram extraviadas. Quem aguardava ainda verificou a presença de malas cujos destinos eram Salvador e Recife.
Duas horas após o desembarque em Lisboa, os passageiros foram direcionados para um hotel onde permaneceram por mais de 24 horas. A companhia não forneceu informação nenhuma, e somente a noite uma funcionária da TAP compareceu ao hotel, porém sem noticias e resoluções sobre o problema criado ainda na origem. O consulado brasileiro em Portugal também foi acionado, mas não conseguiu resolver o impasse.
Um grupo de passageiros foi de taxi até o aeroporto de Lisboa, onde a TAP possui a sede (desembolsando dinheiro próprio para tal) e voltou para o hotel sem mais informações. “A companhia não demonstra facilidade e abertura para resolução do problema. Isto foi observado pelo fato dos funcionários não atenderem o número do Serviço de Atendimento ao Cliente no site da companhia, e também em não atenderem as ligações dos recepcionistas do hotel em questão”, reclamou Corrêa.