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No Brasil, vice-premier de Israel defende que Dilma reveja 'apoio automático a árabes'

01 de agosto 2011 - 19h26 Por Redação Douranews, com O Globo
No Brasil, vice-premier de Israel defende que Dilma reveja 'apoio automático a árabes'
Em sua primeira visita ao Brasil, o vice-primeiro ministro e ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Moshe Ya'alon, se reúne nesta segunda-feira com o vice-presidente Michel Temer e com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, com uma missão: defender que o governo Dilma mantenha canal de diálogo com o governo israelense e reveja a posição de dar apoio automático aos países árabes e de aproximação com o Irã, políticas adotadas pelo então presidente Lula.

Para o israelense, em cada um dos conflitos no mundo árabe há a "impressão digital" do Irã. Um dos objetivos da visita ao Brasil é alertar o governo sobre uma tentativa de aproximação iraniana com vistas em ganhar influência na América Latina.

- No que se refere à política internacional, espero que o governo Dilma não apoie automaticamente os árabes. Espero que uma política diferente, uma abordagem diferente, seja feita no sentido de rever o apoio automático aos árabes - disse o ministro.

Com relação à pretensão brasileira de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, o israelense diz que o país deve se enquadrar e apoiar a ordem internacional. E para ele, dar suporte ao Irã vai contra este objetivo.

- Eu acredito que ser um membro do Conselho de Segurança significa que você apoia a ordem internacional mundial, o que significa ter um governo confiável e transparente. É este o caso do Irã? Tendo isto em mente, apoiar o Irã... Nós estamos procurando um parceiro responsável e confiável. Esta é a ordem internacional mundial - ponderou o ministro.

Sobre a onda de conflitos no norte da África e Oriente Médio, Ya'alon teme que aquilo que vem sendo um grito dos jovens pela liberdade e abertura democrática possa abrir uma brecha para o fortalecimento de células terroristas, transformando a chamada Primavera Árabe em "inverno". Ele afirma que as insurgência são diferentes em cada país, mas todas têm como origem a exposição dos jovens a "ideias ocidentais" por meio da internet e de redes sociais.

- Esperamos que seja uma boa notícia. Nós gostaríamos de ver democracia nesses lugares. Mas por outro lado esta instabilidade é explorada por forças radicais. Nós estamos muito preocupados com isto. Eu não chamo de primavera. Pode ser na verdade um inverno - aponta o ministro israelense.