Jovens entraram em confronto com a polícia nas ruas de Manchester e Liverpool, no norte, bem como em cidades da região de Midlands (região central da Inglaterra). Quebraram vidros de lojas, furtaram televisões e roupas de marca e também puseram fogo em prédios enquanto a polícia, armada com escudos e cassetetes, lutava com dificuldades para manter o controle.
A intensificação da presença policial fez com que Londres permanecesse relativamente calma após três dias de violentos distúrbios que chocaram o país e levantaram questões sobre a divisão da sociedade na Grã-Bretanha moderna.
Cerca de 16 mil policiais patrulharam as ruas de Londres na noite de terça-feira. Como as lojas, pubs e empresas de muitas áreas fecharam mais cedo, e as pessoas protegeram as janelas com placas, a cidade que promoverá a próxima Olimpíada tinha o ar de uma localidade sitiada.
"Nós precisávamos reagir e a reação está em andamento", disse Cameron, depois de uma reunião nesta quarta-feira do comitê Cobra, uma instância do governo encarregada de líder com crises de segurança nacional. "A polícia receberá quaisquer recursos de que precisar", afirmou, acrescentando que isso inclui balas não-letais e canhões de água .
O primeiro-ministro qualificou as desordens - que irromperam no fim de semana em áreas pobres dentro de Londres -- como nada mais do que criminalidade e não fez nenhuma referência a condições econômicas e sociais, motivos apontados por líderes comunitários para explicar o problema.
"Há bolsões em nossa sociedade que não apenas estão fragmentados, mas claramente doentes", disse Cameron.