Falando a líderes mundiais na abertura de uma sessão da Assembleia Geral da ONU, Obama - cujas iniciativas pela paz anteriores tiveram poucos resultados - colocou o ônus nos dois lados para romper um impasse de um ano e voltar para a mesa de negociações.
"Não há atalho para o fim de um conflito que se prolonga por décadas. A paz é um trabalho duro. A paz não será alcançada através de declarações e resoluções nas Nações Unidas", disse Obama.
Lutando com problemas econômicos e números baixos nas pesquisas domésticas e dúvidas crescentes sobre sua liderança no exterior, Obama está prosseguindo com sua diplomacia para o Oriente Médio em um momento crítico para sua presidência e para a credibilidade dos Estados Unidos no mundo.
Ele enfrenta o desafio de reafirmar a influência de Washington na região dissuadindo os palestinos de seguirem adiante com sua insistência pelo reconhecimento de Estado no Conselho de Segurança da ONU esta semana, desafiando as objeções israelenses e a ameaça de um veto norte-americano.
Havia um ceticismo sobre as chances de sucesso de Obama - não apenas pelas profundas diferenças ente os dois lados - e ele pode não ser capaz de fazer mais para conter os danos.
O governo de Obama e Israel dizem que apenas negociações de paz diretas podem levar à paz com os palestinos, que por sua vez afirmam que quase duas décadas de negociações infrutíferas não lhes deixaram escolha a não ser apelar para o órgão mundial.