O maior sindicato, o CGTP, que organizou as manifestações, pediu por mais protestos e uma ação trabalhista na semana de 20 a 27 de outubro "contra a pobreza e a injustiça e contra a agressão do Fundo Monetário Internacional".
O líder do CGTP, Manuel Carvalho da Silva, disse que 130.000 pessoas participaram da marcha em Lisboa, onde os manifestantes lotaram a Avenida Liberdade. A polícia não quis dar uma estimativa do tamanho da multidão.
O imposto sobre as contas de energia e gás aumentou para 23 por cento, ante 6 por cento, no sábado para ajudar a conter o déficit orçamentário.
Portugal tenta evitar o destino da Grécia, onde uma crise da dívida deixou o país à beira da bancarrota.
Ao contrário da Grécia e de outros países europeus que vem sendo cenários de protestos violentos contra medidas de austeridade, as manifestações em Portugal costumam ser pacíficas e a de sábado não foi exceção.
Da Silva não chegou a pedir uma greve geral como a que o país testemunhou em novembro passado.