O coordenador do serviço de ambulâncias de Mogadíscio, Ali Muse, disse que ao menos 70 pessoas morreram na explosão. As primeiras estimativas oficiais eram mais baixas, mas deveriam aumentar, pois os mortos e feridos foram levados a uma série de locais na capital.
Testemunhas afirmaram que o caminhão explodiu no portão de um complexo de edifícios de ministério do governo na área K4 (Quilômetro 4) de Mogadíscio, onde estudantes e pais estavam reunidos para esperar os resultados de um exame para a concessão de bolsas de estudo.
A carcaça retorcida de um caminhão permanecia no chão. Um corpo envolvido em um xale vermelho jazia nas proximidades. As pessoas usavam ferro, tapetes e lençóis brancos para carregar os corpos do local da devastação em um cruzamento normalmente movimentado.
As ambulâncias corriam de um lado para o outro ao lado de árvores queimadas e um carro incendiado. Centenas de pais permaneciam aos prantos diante do Hospital Madina, em Mogadíscio, após terem acesso negado por questões de segurança. As enfermeiras falaram que o hospital estava superlotado.
"Eu estava entre os primeiros a chegar aqui momentos depois da explosão. Olhei em volta e acalmei aqueles que ainda estavam vivos", disse a testemunha Halma Abdi.
A Grã-Bretanha classificou a explosão de "insensível", enquanto a França disse que foi um "ataque terrorista repulsivo" e reiterou seu apoio ao governo de transição do país, que tem o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).