A resolução recebeu nove votos a favor e quatro abstenções, do Brasil, Índia, Líbano e África do Sul. Os votos de Rússia e China foram os únicos contra a resolução, que foi feita pela França, com a cooperação de Grã-Bretanha, Alemanha e Portugal.
"Hoje não podemos duvidar do significado deste veto a esse texto", disse o embaixador francês na ONU, Gérard Araud, ao conselho formado por 15 países. "Esta não é uma questão de redação. É uma escolha política. É uma recusa de todas as resoluções do conselho contra a Síria."
"Esse veto não vai nos parar", acrescentou. "Nenhum veto pode dar carta branca para as autoridades sírias".
O embaixador russo, Vitaly Churkin, afirmou ao conselho que o veto de Moscou reflete "um conflito de enfoques políticos" entre a Rússia e os membros europeus do conselho.
Churkin disse que Moscou estava firmemente contra a ameaça de sanções contra Damasco e reiterou sua preocupação de que se a resolução europeia sobre a Síria passasse, poderia ter aberto a porta para uma intervenção militar ao estilo da Líbia.
Churkin acrescentou, no entanto, que Moscou preferia que a Síria fosse "mais rápida com a implementação das mudanças prometidas". Ele estava se referindo ao presidente sírio, Bashar al-Assad, que prometeu reformas democráticas.