Obama disse a jornalistas na Casa Branca que os planos dos seus adversários republicanos para estimular a economia basicamente consistem em barrar as reformas financeiras que a sua administração tenta aprovar.
A entrevista foi concedida depois de manifestações com milhares de pessoas no centro financeiro de Nova York e em várias outras cidades dos EUA nesta semana, num protesto contra a desigualdade econômica e o poder das instituições financeiras norte-americanas.
"Acho que as pessoas estão frustradas e, sabe, os manifestantes estão dando voz a uma frustração mais ampla sobre como o nosso sistema financeiro funciona", disse Obama.
Ele acrescentou que o projeto de reforma do setor proposto pelo governo, a chamada Lei Dodd-Frank, serviria para evitar abusos de Wall Street. A ênfase que ele deu ao assunto sugere que esse tema será muito explorado pela sua campanha à reeleição em 2012.
"Para que tenhamos um sistema financeiro saudável, é necessário que os bancos e outras instituições financeiras compitam com base no melhor serviço, nos melhores produtos e no melhor preço", afirmou. "Não podem competir com base em tarifas escondidas, práticas enganosas e, sabem, coquetéis de derivativos que ninguém entende e que expuseram a economia inteira a riscos enormes."
"O que temos visto no último ano não é só o setor financeiro com o Partido Republicano e o Congresso nos combatendo a cada polegada do caminho, mas agora esse mesmo pessoal sugere que deveríamos cancelar todas essas reformas e voltarmos à maneira como era antes da crise."